Santa Casa Misericórdia da Póvoa de Varzim

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A Misericórdia está a ser cada vez mais solicitada a apoiar os nossos concidadãos; quer aqueles que pela avançada idade, e consequentes limitações, necessitam de um apoio qualificado, quer os que por razões de saúde recorrem aos hospitais e depois necessitam de um período mais ou menos longo de recuperação ou manutenção em Cuidados Continuados, quer os mais afetados pela crise económico-social que nos atinge. A resposta deve ser pronta e qualificada, e os mais carenciados, porque com menos capacidade para encontrarem respostas alternativas, devem ser seguidos com especial atenção.

A retoma da administração do Hospital, em termos a acordar com os organismos do Estado, deve merecer a abertura e ponderação da Misericórdia, salvaguardando os interesses das populações locais e os legítimos interesses desta Instituição, pela tradição que tem, desde a sua fundação, de tratar os enfermos, e no sentido de trazer uma mais valia ao Sistema Nacional de Saúde.

A tendência para agravamento da situação económico-social no nosso país, em resultado de causas externas e também das restrições do orçamento de estado, atingindo as restrições financeiras de modo transversal todos os portugueses e agravando a situação dos de maior fragilidade social, vai obrigar a um esforço de apoio mais intenso do que foi feito no ano de 2012.

Por outro lado, face à incapacidade de a nossa Misericórdia dar resposta mais alargada, por falta de instalações para acolher mais concidadãos, faz-nos refletir sobre a oportunidade de alargamento das existentes, perspetivando a sua dimensão face à evolução demográfica da população poveira, e às alterações no estado social. A capacidade de resposta a médio prazo, a capacidade financeira para fazer face às despesas que tais investimentos determinam, e a complementaridade face às ofertas de respostas sociais no território em que nos situamos, fazem-nos refletir sobre o que deve ser feito e qual o momento mais adequado para o fazer.

A modernização da nossa estrutura funcional, a rentabilização da nossa capacidade instalada, com diversificação de serviços prestados à comunidade, a aposta na qualidade e a qualificação dos nossos trabalhadores, são exigências decorrentes da necessidade de não perder o “comboio da modernização”, sem as quais a competitividade e a sustentabilidade não têm base de apoio.

A abertura ao meio, estabelecendo acordos com instituições da área social ou educacional, só enriquece as entidades que se interligam. Também na área do trabalho a disponibilidade para estabelecer acordos, traz vantagens mútuas. Por um lado, dando oportunidade para jovens, ou menos jovens, conhecerem o que é a atividade do Terceiro Setor, e por outro lado a instituição beneficia do contacto com novas abordagens das questões que colocam na área social, e ajuda a preparar potencial humano.

Toda esta ação não pode deixar para trás a preocupação com o património edificado e cultural, bem como a homenagem àqueles que engrandeceram a Instituição e de um modo mais geral o movimento “Misericórdias”.

O plano de ação para o ano de 2013 foi elaborado neste quadro, com pressupostos da situação nacional mas tendo em conta a realidade local, decorrendo daí um orçamento rigoroso, face aos meios financeiros cada vez mais escassos, e ao crescente aumento dos preços dos bens e serviços, indispensáveis ao regular funcionamento das diferentes valências.

A sustentabilidade da Instituição, nas suas vertentes económicas e financeira, deve ser cada vez mais uma preocupação latente e um eixo de orientação para o planeamento e desenvolvimento de toda a nossa ação.

 O Plano de Atividades para o ano de 2013, baseia-se em cinco eixos de orientação estratégica:

  1. Capacitação e qualificação dos trabalhadores da Instituição;
  2. Promoção da qualidade dos serviços prestados;
  3. Estudos do dimensionamento das instalações face à necessidade de responder às solicitações do meio;
  4. Resposta às necessidades dos mais carenciados da sociedade local no âmbito da crise social emergente;
  5. Promoção de equilíbrio e sustentabilidade financeira.

As principais realizações previstas, no âmbito destas linhas orientadoras, são:

  • Formação alargada dos trabalhadores
  • concluir a formação no âmbito do POPH para a generalidade dos trabalhadores, iniciada em 2012;
  • fomentar a formação interna por técnicos da Misericórdia, no âmbito da certificação de qualidade.
  1. Conclusão da Certificação de Qualidade das unidades de cuidados continuados, através da Joint Comission Internacional (empresa americana que trabalha na Certificação de Qualidade em organizações da área da saúde), associada à empresa brasileira CBA, com apoio da União das Misericórdias Portuguesas, até meados de 2013;

Controlo das aquisições de bens e serviços, tendo em conta as necessidades, combate ao desperdício através do estabelecimento de procedimentos internos ajustados, e procura das melhores condições de mercado;

Alargamento das Instalações com base em estudos da viabilidade economico-financeira a efetuar e no âmbito da atual legislação sobre estruturas residenciais;

Edição de uma obra literária dedicada à ação de Manuel Carvalho da Silva Pereira, em prol das Misericórdias;

Implementação de atividades no âmbito da Fisiatria, para rentabilização das estruturas existentes;

Apoio, conforme solicitações resultantes de referência direta ou de outras instituições, a famílias e/ou pessoas individualmente, na alimentação e saúde – alargamento do Programa de Emergência Alimentar e utilização do Banco de Medicamentos.

Póvoa de Varzim, 8 de Novembro de 2012

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Assembleia Geral Ordinária

ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA CONVOCATÓRIA Nos termos da alínea c) do n.º 2 do artigo 22.º do Compromisso, convoco todos os Irmãos desta Santa Casa da Misericórdia, no gozo dos seus direitos, a tomarem parte na Assembleia Geral Ordinária, a realizar no próximo dia 26 de... ler mais

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